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 11/07/2004 a 17/07/2004


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TÁ CURIOSO? ENTÃO ENTRA AÍ.....


HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO (5º Edição / Reedição)

 Geralmente quando morre algum ente querido, ficamos muito abalados e muitas vezes pedimos para morrer junto (dependendo do grau de afinidade com o defunto). Nesta história trataremos desse assunto bem simplório, e antes de começar, gostaria de lhes fazer uma pergunta:- O que você faria se a pessoa que você mais ama neste mundo morresse?

 O TAL DO “ME LEVA JUNTO”

           Dona Margarete era uma dona-de-casa que tinha uma vida boa e comum  (na medida do possível). Era aposentada e casada com o Sr. Rodolfo, e este por sua vez também era aposentado. Sr. Rodolfo era um homem forte e viril, apesar da idade (já tinha seus 75 anos) e Dona Margarete apesar de mais nova,  já tinha seus problemas de saúde como a maioria dos idosos do Brasil. O que ganhavam de aposentadoria não era muito, mas dava para pagar as despesas da casa, só não dava, para pagar um convênio médico, pois pela idade dos dois, este, sairia muito caro e eles ficavam a mercê dos hospitais públicos, que como sabemos não valem de nada.

            Dona Margarete sofria de dores nas costas e recentemente havia descoberto um câncer de fígado, o que deixava Rodolfo muito apreênsivo, pois os remédios eram caros e muitas vezes tinham que deixar de comprar um ou outro. A doença de Margarete já estava bem avançada, pois não tendo dinheiro o suficiente para o tratamento, Margarete, ia levando como podia. Margarete evitava reclamar na frente de Rodolfo, pois sabia que este  sofria muito com a situação. Depois de algum tempo, Margarete já não conseguia mais fazer os afazeres domésticos, pois as dores a incomodavam muito. Não conseguia mais raciocinar direto e muitas vezes esquecia até de Rodolfo. O câncer é uma doença muito ingrata, pois a sua faze terminal é dolorosa não só para a vitima, mas também para os que a rodeiam.

            Numa manhã de sábado, Dona Margarete faleceu, deixando dois filhos, cinco netos e um marido inconformado. No velório Rodolfo mal agüentava olhar para o corpo da esposa, pois sempre lembrava de como ela havia morrido. Lembrava-se de como ela cuspiu um lodo preto pela boca (era a bílis e pedaços de seu fígado apodrecido). Lembrava-se de como morreu pálida e muito magra, pois antes de falecer não conseguia mais comer. Rodolfo só conseguia pensar em como era injusto que sua amada tivesse de sofrer tanto e  em como Deus podia ter coragem de levá-la daquela maneira tão brutal. Não achava justo que Deus o tivesse deixado ali,  já que era mais velho. Ele gritava como um doidivano dentro da sala de velórios, que preferia que Deus o tivesse levado ao invés dela. Gritava e gritava tão alto que num surto de loucura pegou o crucifixo que estava sobre a cabeça da esposa morta e o jogou no chão gritando que ordenava a Deus que  o levasse e a trouxesse de volta.

Os filhos tentaram segurá-lo, mas quanto mais pessoas tentavam acalmá-lo, mais ele e debatia, até que uma das pessoas ali presentes chamou uma ambulância da onde saíram dois rapazes que lhe aplicaram uma injeção de calmante.

            No hospital, já mais calmo pelo efeito dos sedativos Rodolfo só conseguia chorar e pensar na mulher, ali, naquele caixão, morta. Ao olhar para o teto do quarto em que estava ele de repente visualiza o rosto de sua falecida esposa que parecia querer lhe dizer algo. Rodolfo num surto de lucidez pensou que aquilo seria o efeito dos sedativos mesclados ao estado de choque que se encontrava, mas a imagem começou a se aproximar  já tomando a forma de um vulto. Rodolfo estava praticamente amarrado à cama, pois devido a sua idade tiveram de entubá-lo, mas ao invés de Rodolfo se sentir feliz e aliviado estava com muito medo daquela imagem que se aproximava cada vez mais. De repente a janela se abriu e um vento muito forte entrou. Rodolfo tentou gritar e se mover, mas o máximo que conseguiu foi derrubar o aparelho de oxigênio. Fechou os olhos e se preparou para gritar, quando de repente tudo parou e um silêncio estarrecedor invadiu o quanto. Ele abriu os olhos e não viu mais nada, nem vulto, e nem a janela aberta e então pensou que tudo aquilo deveria ter sido um pesadelo, pois estava muito abalado. Relaxou a cabeça e a prostrou no travesseiro, mas quando olhou para cima viu uma mancha negra, uma gosma que começou a pingar em sua boca. Tentou gritar, mas era pior, quanto mais abria a boca mais aquela meleca  caia, e aos poucos começou a ver tudo escurecendo.

            Um mês depois do ocorrido, Rodolfo se encontrava em um manicômio e  a todos que encontrava dizia:

- Não sou Rodolfo, sou eu, Margarete. Ele pediu a Deus para trocarmos de lugar e ele trocou. Não sou Rodolfo sou Margarete...

 

            Viram queridos leitores temos que ter cuidado com o que pedimos, pois pode se realizar...Ah, e nunca se esqueçam dessa história, pois Rodolfo acabou em maus lençóis porque não mediu a conseqüência do que fez quando a pessoa que mais amava no mundo se foi.

By Daniela Maiolo

 



Escrito por Daniela Maiolo às 20h56
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HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO (4º Edição / Reedição)

 

Como já dizia meu queridíssimo amigo Neto(Addboy), gente da turma dos “sem noção” estão por toda à parte. Hoje a nossa historinha começa com uma dessas pessoas intituladas de “Sem Noção Nenhuma”!!!!

 

PAIXÃO DE CEMITÉRIO

 

Valkiria era uma garotinha que se auto-intitulava gótica, ela tinha 17 anos e tinha todos aqueles desvios chatos de um adolescente rebelde. Só se vestia com roupas pretas, curtia muita música “down” e vivia com seus amigos “morrendo pelos cantos”.

Valkiria bebia muito (e não era água),  fumava e tinha muitos problemas com os pais, coisas absolutamente normais para a sua época.

Num dia bem frio de inverno Val e seus amigos tiveram a ilustríssima idéia de ir à noite em um cemitério próximo a sua casa.  Ela e os amigos sempre iam a cemitérios, mas nunca haviam ido ao tal que escolheram desta vez, e detalhe, sempre iam a luz do dia, pois nunca se aventuraram a  pular o muro de nenhum. Desta vez foi diferente, eles queriam emoção, e decidiram ir à noite e pular o muro.

Chegando ao tal cemitério, acenderam as lanternas e começaram a ler as lápides, pois é comum encontrar em algumas poesias deixadas pelos familiares. Pois que eis Val fita uma lápide toda negra com dois gárgulas ou algo similar e uma frase que dizia: “Eis que aqui deixo o meu corpo putrefato para os vermes, mas nunca descansarei enquanto não te encontrar meu amor” . O autor daquela frase era Daniel Prado Machado, e fora escrita pelo próprio que antes de falecer pedira ao coveiro que cuidaria de seu jazido que a entalhasse na pedra de mármore. Daniel havia morrido a muito, as datas eram “ nascido em 1820 e falecido em 1853” , ou seja, faleceu com 33 anos.

Val se apaixonou pela frase e pelo rosto do rapaz na foto. Daniel tinha cabelos compridos e negros um ar lânguido e usava um chapéu tipo coco, o deixara Val enlouquecida pelo falecido.

Os amigos de Val queriam brincar de “Acordar os mortos”. Para quem não conhece a brincadeira, então lá vai: A pessoa bate três vezes no túmulo e diz  “Se tiver alguém aí, levante”.

Val imediatamente anotou a frase do túmulo de Daniel, retirou a sua foto da moldura incrustada na pedra e bateu três vezes, mas ao invés de dizer  “Se tiver alguém aí, levante” a garota simplesmente disse: - Levante Daniel sou eu o seu amor perdido! – E então foi se juntar aos amigos que já estavam um pouco longe. Bebidas, brincadeiras e muita bebedeira, até que no fim da noite Val beija um de seus amigos que a leva para casa.

Ao chegar em casa Val deita na cama do jeito que chegou e entra em um sono profundo. Ela sonha que está em um lindo jardim, mas a sua volta estão muitas lápides. Sentindo-se em plena paz naquele silencioso lugar surge Daniel que diz : Não tema Valkiria, estou te esperando meu amor. E o céu que era azul e limpo se torna um cinza grafite, relampejando. Daniel então muda sua semblante que de tranqüila e amorosa se torna sarcástica e assustadora.  Val acorda assustada, mas já era manhã e ela, então resolve voltar ao cemitério para devolver a foto e pedir desculpas a Daniel por tê-lo importunado. Mas o pior estava por vir, na noite seguinte aquele dia, Val cai no sono novamente e começa a sonhar com o mesmo lugar do sonho anterior e de novo vê Daniel, que encostado em uma arvore frondosa diz: - Não temas meu amor, nossa busca acabou. Venha comigo....sabes que te amo e nunca te deixarei ir novamente. – Val mesmo com muito medo se deixa seduzir por aquele homem tão encantador, e de olhos tão apaixonados e segue em direção aos braços dele. Quando estava bem próxima do rapaz tentou voltar atrás e como se fosse um imã não conseguiu se desvencilhar. Abraçou o rapaz que lhe deu um beijo e ela em forças para correr ou mesmo acordar (pois tinha se dado conta de que estava sonhando) caiu em seus braços como uma presa.

No dia seguinte pela manhã a mãe de Val vai acordá-la e vê a filha caída  na cama com os pés e a cabeça para fora da tal. Sacode a filha gritando incessantemente seu nome, mas foi em vão. Ao olhar para a mão da filha havia um papel  que ela segurava tão firmemente que não havia como tirá-lo de lá, mas dava pra ler, e lá estava escrito: Eis que aqui deixo o meu corpo putrefato para os vermes, mas nunca descansarei enquanto não te encontrar meu amor”

By Daniela Maiolo

 



Escrito por Daniela Maiolo às 20h51
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HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO (3º Edição / Reedição)

Aconteceu com um amigo, do amigo, do amigo meu...Muitos não acreditam em histórias além túmulo (O Padre Quevedo que o diga), mas às vezes, essas histórias podem dar de cara com a gente, assim num dia comum. Foi isso que aconteceu com nosso amigo Renato.

O Jornal

       Renato trabalhava de segurança em um Jornal famoso na cidade de São Paulo. Ele era como a maioria de nós gostava de ver filmes de terror e suspense (principalmente os de Stephen King), mas nunca achou que um dia se depararia com algo sobrenatural, mesmo porque, Renato era evangélico e não acreditava em tais aparições.

        Um dia, em seu turno noturno no jornal em que trabalhava, Renato estava em frente à pequena televisão que tinha para se distrair a noite assistindo a um documentário que falava de Magos, Bruxas e invocações. Renato estava tranqüilo, quase cochilando, quando lhe vem uma repentina vontade de urinar. Levantou-se de sua cadeirinha e foi em direção ao banheiro masculino do subsolo, aonde ele se encontrava naquele turno. O subsolo era o lugar aonde o Jornal guardava máquinas velhas e arquivos de jornais antigos, por isso era cheio de pó e tinha um cheiro peculiar de mofo. A caminho do mictório, Renato começa e sentir um cheiro estranho de esgoto, e então pensa que poderia ser algum pequeno vazamento que vinha do banheiro. Ao chegar no tal Renato vê uma grande mancha negra na parede, por onde vazava um liquido que se parecia com lodo, e então pensa que deveria informar isso ao departamento de limpeza no dia seguinte, pois seria muito desagradável conviver com um cheiro tão pestilento ao longo de seus turnos noturnos.

     Sem nada para fazer, Renato começa a sentir um tédio e uma brutal solidão ao longo da noite (isso porque ainda era 23:00 e ainda tinha a noite inteira pela frente) então pensa que talvez não fosse má idéia se ele mesmo tentasse concertar o vazamento e assim eliminar o cheiro e ainda ganhar um elogio do chefe, já que o tal poderia considerá-lo apto para um aumento de salário. Renato então foi a dispensa de ferramentas do Jornal e pegou uma chave-de-fenda e um grifo. Ao voltar para o banheiro, pegou um banquinho e  começou a tentar achar o ponto de onde vinha o tal vazamento horroroso. Com o cheiro fétido que vinha daquele ponto Renato então decidiu colocar um pano preso ao nariz, pois não estava agüentando e já sentia náuseas horripilantes. Renato olhou, olhou e não conseguiu ver donde saia o lodo, já que não achava nenhum buraco por onde esse estava saindo. Então ele pensou que se quebrasse a parede poderia localizar o algum cano estourado, ou coisa similar. Voltou à dispensa de ferramentas e então pegou uma marreta. Começou a quebrar a parede e finalmente achou o cano. Mas...não havia nada de errado com o encanamento. Renato resolveu então desistir e voltar ao seu posto, que já havia um tempo que não observava o movimento local.

    Ao voltar ao eu posto, Renato teve novamente uma idéia, selar o buraco que havia feito e dar uma mãozinha de tinta para que ninguém percebesse o que havia feito. No Jornal havia muitos restos de tinta que sobraram das últimas reformas feitas, então ele não achou nada de mais em utilizar apenas um pouquinho da tal. Pintou toda a parede que ficou perfeita sem nenhuma mancha, e o cheiro também havia ido embora.

    Renato começou então a circular o prédio como fazia em todos os seus turnos, e foi de repente que viu outra mancha igualzinha no departamento da Redação.  Renato ficou extasiado, não sabia como a tal mancha poderia estar ali já que  logo que chegou ao Jornal ela não estava. Então começou a ouvir um sussurro em seus ouvidos dizendo: "corra Renato.........”.Olhou para o lado, como se fosse um robô, tanto era a sua paralisia pelo medo. Nada. Foi quando de repente, no final do corredor a sua frente, viu.....viu algo do qual nunca imaginou que um dia fosse ver. Um homem trajando uma roupa que provavelmente datava do ano de 1910. Olhou aquele homem, que também o fitava com olhos diabólicos, com os olhos arregalados. Não podia acreditar no que estava vendo. Atrás do homem, apareceram dois outros, que também o olharam, mas estes pareciam estar sofrendo, foi quando reconheceu um dos homens. Lembrou-se de uma matéria que havia lido sobre aquele homem. Ele era um antigo jornalista daquele Jornal desaparecido em um acidente ocorrido no banheiro masculino daquele departamento em 1950. A matéria dizia que parte do telado havia despencado logo depois que o tal jornalista havia sido visto entrando no banheiro e nunca mais se achou seu corpo.

    Renato estava totalmente paralisado, não conseguia correr ou sequer gritar. Foi quando fechou os olhos, e quando os abriu, os três homens já não estavam mais lá. Renato então criou forças e correu dali o mais rápido que pode. Foi para o seu posto no subsolo tentando repetir para si mesmo que não havia visto aquilo, que tudo era uma brincadeira de sua imaginação, já que seres do Além Túmulo não poderiam voltar e ficar aparecendo assim.  Sentou-se em sua cadeirinha tremendo como um bambu ao vento. Rezou e rezou repetidamente para que aquilo (o que quer que fosse) se afastasse dele. Foi quando sentiu uma mão gélida percorrer-lhe o braço, E quando olhou para o lado e viu o homem de vestes antigas com o seu olhar diabólico sorrindo para ele. No segundo seguinte um grande estrondo aconteceu e Renato fitou o teto onde agora, estava localizada a grande mancha de lodo, que começou a cair sobre ele, e então o teto todo começou a desabar.

    No dia seguinte, ao chegar o outro segurança do turno do dia, arregalou os olhos e viu que o teto havia desabado sobre o posto de Renato. Tentou achar o corpo e quando olhou mais de perto viu que apenas haviam sobrado a cadeira intacta e o crucifixo que Renato carregava no pescoço..........

                                                                                                                           By Daniela Maiolo



Escrito por Daniela Maiolo às 20h45
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HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO (2º Edição / Reedidata)

Hoje nossa história viajará para o passado.....

O ANEL DE DIAMANTES

     Por volta do ano de 1520, na Inglaterra, morava uma garota chamada Julliet. Julli estava noiva apesar de ter apenas 16 anos. Seu noivo era muito rico e lhe dava muitos presentes como anéis de diamantes, colares de rubi e muito mais. Jonathan era o noivo de Julli e os dois estavam felizes, pois a data marcada para o casamento estava se aproximando.

    Jonathan estava construindo uma casa maravilhosa aonde os dois iriam usufruir  de toda a comodidade. Dentre os homens que trabalhavam na construção da casa havia um homem chamado John, que muito raramente via dona Julli, pois construções não era lugar para mulheres daquela época. John era apaixonado por Julli e não a tirava da cabeça, mesmo não a vendo muitas vezes e mesmo sabendo que ela iria e casar com o seu patrão, que, aliás, era um homem muito bom e sempre que podia agradava seu funcionário com pequenas lembrancinhas.

    Quanto mais se aproximava a data do casamento de Jonathan e Julli, mais John ficava enfurecido com o fato, e um belo dia tomou coragem e foi até a casa de Julli com a desculpa de lhe dar um recado de seu patrão. Chegando lá, ele, tímido perguntou e poderia falar com a senhorita Julliet, pois tinha um recado urgente de seu noivo. A serviçal da casa prontamente, foi chamar Julli, que veio no mesmo instante atender o rapaz, curiosa com a importância do assunto. John olha e fica estarrecido com a beleza da garota descendo as escadas. Sempre muito educada e bem arrumada Julli pediu que John se sentasse e perguntou-lhe o que havia de tão importante a ser dito. John era muito tímido e então resolveu não fazer rodeios. Declarou-se, falou tudo que sentia e tinha preso na garganta sem pausar um minuto para pensar na reação da moça. Quando terminou, Julli com toda a delicadeza desse mundo, fitou-o nos olhos e lhe disse que não poderia aceitar sua declaração de amor, pois amava outro. Enquanto Julli tentava se explicar com John, este lhe fitou a mão aonde havia um lindo anel de diante. Antes mesmo que a moça terminasse de falar tudo John pensou que provavelmente isso cairia nos ouvidos de seu patrão, e então pensou que quando fosse demitido não haveria como se sustentar. Rapidamente John, sem pensar muito, agarrou a mão da moça e tentou tirar-lhe o anel na esperança de fugir e vendê-lo. Julli espantada desmaiou e John vendo que não iria conseguir tirar o tal anel, largou a moça onde estava e fugiu.

     No dia seguinte rumores por toda a cidade comentavam que Julli havia morrido, e que o culpado era John. Prontamente ele percebeu que não havia mais nada a perder, e que sua única esperança era pegar o tal anel que provavelmente continuava preso ao dedo da moça.

    Tarde da noite, quando John percebeu que não havia mais ninguém velando a moça, ele foi onde estava seu caixão e o abriu. Viu que o anel continuava ali e então tentou com mais calma tirá-lo. Ao ver que sua segunda tentativa fora em vão, pegou uma faquinha que tinha no bolso, e pensou em cortar-lhe o dedo e escondê-lo para que pudesse pegar o anel sem que ninguém percebesse. Ao cortar a mão da moça, começou a jorrar muito sangue do ferimento e num suspiro ela se levantou de seu caixão em saber o que estava acontecendo e nem onde estava. Ela tinha catalepsia, uma doença pouco conhecida nessa época e nenhum de seus familiares sabia, pois esta tinha sido a sua primeira crise. Assustado John empurra a moça que cai do caixão e bate a cabeça na pilastra da sala de velórios, formando uma grande poça de sangue. Agora Julli estava verdadeiramente morta tal o tamanho da pancada. John saiu correndo dali com o anel apertado entre seus dedos e nunca mais se ouviu falar dele. Dizem por aí que ele vaga dia e noite repetindo a seguinte frase:  - Ela estava morta, eu vi. Ela estava....O anel é o culpado eu sei que é, eu sei que é...

Uns acreditam que ele morreu e sua alma sempre aparece para moças muito vaidosas que vão se casar com homens ricos e repete a frase issesantemente até que a moça em questão enlouqueça.... 

by Daniela Maiolo 



Escrito por Daniela Maiolo às 20h42
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HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO (1º Ediçaõ / Reeditada)

Alguém aí conhece a famosa e assustadora TÁBUA DE OUIJA, pois bem nessa 1º edição de "HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO" vou lhes contar um pouco sobre essa tão simpática brincadeirinha. UHUHUHUHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!

A tábua Ouija é um instrumento paranormal e deve ser encarada com o devido respeito, sendo talvez o mais controverso método de comunicação com os espíritos, principalmente porque pode ser usada por qualquer um sem qualquer preparo ou cuidado especial. Assim, seu uso não é recomendado, pois pode provocar fenômenos mediúnicos sem a presença de um médium experiente.

Um outro fator que desabona o uso de tábuas Ouija é que as mesmas podem colocar um usuário despreparado em contato direto com espíritos de baixo padrão moral, pois são estes que se comprazem em atender aos chamados dos         
desavisados e descrentes.

"REUNIÃO DE AMIGAS"

          Ivalú estava empolgada para ir dormir na casa de sua amiga Daniela, onde também iriam dormir Rosana e Maryanne. Era nessas noites, em que todas se reunião, falavam de gatinhos e tricotavam sobre outras pessoas e assuntos váriados até o amanhecer. 

          A caminho da casa da amiga, por volta das 18:00, Iva (como era chamada pelos amigos) tropeça em um pacote grande aparentemente sem dono. Ela se abaixa e pega o pacote, procura algum nome ou endereço, e nada estava escrito no tal. Pensando que poderia ser algo de valor, ou até mesmo dinheiro em si, ela abre o pacote e vê que é uma Tábua de Ouija e então pensa que de repente poderia ser legal levar a tal Tábua para a casa da amiga e dar uma apimentada na noite.

         Chegando na casa da amiga, Iva comprimenta as outras amigas e lá vão elas para o quarto de Daniela para fofocar um pouco. Fofoca vai, fofoca vem, lanchinho noturno e Ivalú saca da mochila a Tábua mostrando as amigas o que achou pela rua. Rosana vai logo dizendo que não acha legal fazer esse tipo de brincadeira pois pode ser perigoso mexer com o que não se conhece. Mas Iva insite e diz que é só uma brincadeira e que acredita que provavelmente nem daria certo. Todas concordam em tentar, só por curiosidade.

         Daniela, então afasta as almofadas aonde estavem sentadas e coloca a tábua no chão. Todas sentam em volta, e então concentradas, colocam os dedos indicadores sobre o vidro do cursor. Concentrada ao máximo, Iva faz a famosa pergunta: -Tem alguém aí? - nada de resposta. Então ela pergunta de novo com mai afinco: -Tem alguem aí? - e o cursor se move lentamente. Todas arregalam os olhos assustadas e olham umas para as outras tentando ver se alguma delas havia mexido o cursor da tábua, tentando meter um pouco de medo nas outras. Então Rosana, invocada, diz: - Se alguam de vcs estiver gozando da minha cara é melor parar!!! - então todas dizem que não, nimguém havia feito de propósito, e que estavam tão epantadas com o movimento quanto elas. Continuando a perguntar, Iva faz de novo a pergunta e o cursor se move rapidamente para o sim, então ela pergunta quem é, e a resposta foi: - Vc não ia querer saber! - então ela prontamente pergunta o que este espirito teria para informar a elas. O cursor começa e se mover cada vez mais rápidamente formando a frase "Morte em 2, 3, 4 e 5 dias". As amigas apavoradas, soltam o cursor, correm para seus colchonetes. O cursor, então, movendo-se sozinho, sai da tábua ( o que significa que o espirito, que ali estava não pode mais ser controlado e ficará alí). As 4 amigas, percebendo que nada mais se movia resolveram jogar a tábua pela janela.

       No dia seguinte elas conversando sobre o ocorrido no dia anterior, resolvem esquecer de tudo e ir para a escola normalmente como fazim todos os dias. No caminho da escola, ao atravessarem a rua, passa um carro funerário e quase as atropela. Então percebem que a placa do carro era "DED2345". Nenhuma delas comenta o fato e cada uma guarda para sí o que viu. Continunado no caminho da escola, ela sempre passavam por um muro todo pixado, quando ao se depararem com o tal muro vêem os dizeres: " I valta 1 dia", "D faltam 2 dias", "R faltam 3 dias" e "M faltam 4 dias". As amigas se entreolham e entendem que nunca deveriam ter brincado com o Além Túmulo, pois pra que mexer com o que não habita mais entre nós.

       Se elas realmente morreram, fica a seu critério caro leitor dar um destino a essa história. Mas vale avisar que nunca se sabe no que vamos tropeçar quando mexemos com o que não conhecemos.

By Daniela Maiolo

 



Escrito por Daniela Maiolo às 20h36
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RECAPTULANDO...

Até hoje escrevi cinco edições de HISTÓRIAS ALÉM TÚMULO. Para quem gostou estou fazendo uma reedição para poder relembrar, e também para deixar aí para quem não leu, ou perdeu alguma.

Depois tem mais histórias aguardem!!!!!



Escrito por Daniela Maiolo às 16h26
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NOVA MORADA....

Olá meus queridos, essa é a minha nova morada.

O endereço de acesso é o mesmo http://eu.eumesma.zip.net

Mas a fachada.....quanta diferença. Espero que gostem do novo visual, agora muito mais Heavy Metal!!!!



Escrito por Daniela Maiolo às 16h11
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